O Japão aposta em sua imagem ligada a inovações tecnológicas para conseguir o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022, informou nesta terça-feira o jornal The Japan Times. Se a decisão da Fifa, que será divulgada em dezembro deste ano, recair sobre o país, representará o segundo Mundial sediado pelo Japão em 20 anos - em 2002, a organização ocorreu em conjunto com a Coréia do Sul.
Na última segunda-feira, o comitê organizador japonês divulgou um plano que envolve o uso de tecnologia de ponta - e até mesmo ainda não desenvolvida - para proporcionar uma experiência revolucionária, tanto para o público presente ao evento, como para aqueles que o acompanharão de casa.
Dentre os itens destacados pelo The Japan Times, estão o uso de fones de ouvido com tradução simultânea para que torcedores de diferentes países possam conversar entre si, e aparelhos que darão informações sobre jogadores em campo, quando apontados para eles. Ainda, segundo o veículo, o plano incluiria a transmissão de jogos ao vivo para aproximadamente 400 eventos, em todo o mundo, o que ajudaria a custear a Copa.
De acordo com as informações divulgadas, o presidente do comitê japonês, Motoaki Inukai, declarou que confia no material apresentado à Fifa. Inukai também disse que chegou a seu conhecimento que a iniciativa nipônica é a mais original. Porém, segundo ele, isso não é suficiente para descobrir que opinião os membros da entidade com direito a voto terão.
O The Japan Times destacou que uma das boas heranças deixadas pelo Mundial de 2002 é o fato de que o Japão teria de construir somente um estádio para 2022. Seria ele o Estádio Ecológico de Osaka, com capacidade para 83.300 torcedores, que serviria tanto para a abertura quanto para a final do torneio.

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